quarta-feira, 28 de junho de 2017

Animais em Casa

Minha coisa mais fofa: Mootley!


Já escrevi, certa vez, sobre ter cães em casa. Desde que eu me lembro, tive cães - a não ser em um período que morei em um apartamento, assim que casei, e que durou sete anos. Lembro-me do quanto eu me sentia frustrada por não poder ter cães ou um pedacinho de terra para plantar... mesmo assim, gostava do lugar onde morava. 

Acredito que interagir com animais só pode nos trazer vantagens. Já foi cientificamente comprovado que eles ajudam na cura de várias doenças, pois sua presença sempre alegre e festiva auxilia pacientes em tratamento e portadores de deficiências físicas. A TAA (Terapia Assistida por Animais), segundo Laís Milani, psicóloga e membro da diretoria da área de Terapia Assistida por Animais do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (Inataa), consiste em tratamentos na área da saúde, onde um animal é co-terapeuta e auxilia o paciente a atingir os objetivos propostos para o tratamento.

Leona: carinha de boazinha, mas como toma conta do quintal!

Mas isto não é tudo: cães e gatos são grandes companheiros: inteligentes e sensíveis, eles podem captar as nossas energias e saber se estamos tristes, alegres, nervosos, amedrontados ou tranquilos. Não podemos nos esquecer que, como nós, os animais também sentem todas as emoções que sentimos. Precisamos fazer o nosso melhor para que eles se sintam seguros, amados, felizes e calmos. Os animais de estimação alegram a casa!

Porém, quanto aos pássaros, prefiro-os soltos voando no céu, pousando nas árvores e sendo felizes como devem ser: livres! Sem asas cortadas, sem gaiolas e sem correntinhas nos pés. 

Nunca tive passarinhos em gaiolas. Mas sempre tive a presença deles na minha vida.


Às vezes, ao deparar com postagens na internet sobre pessoas que abandonam ou maltratam seus animais, eu me pergunto como isso pode acontecer. Como não criar laços afetivos com uma criatura que participa, todos os dias, das nossas vidas? Acredito que pessoas que agem desta forma, podem vir a maltratar também outros seres humanos. Ninguém é obrigado a gostar de animais ou a conviver com eles, mas uma vez que escolhemos ter um bichinho, nos tornamos responsáveis pelo seu bem estar e segurança. Pelo resto da vida!

E se você não gosta, pelo menos, não os maltrate! Entenda que eles são seres sensíveis, também sentem dor, medo, tristeza, estresse e todas as emoções que os humanos sentem. 




quarta-feira, 21 de junho de 2017

A Roupa Mofada





Há vários anos, dei de presente ao meu marido uma camisa lindíssima, de marca, e muito cara - dividi em várias prestações... ela é branca, e bordada de branco. Realmente linda. Ele a usou poucas vezes; há alguns dias, ela estava na pilha de roupas para lavar, e fiquei intrigada, pois ele não há usava há anos! Quando a peguei para lavar, a gola e parte da pala estavam totalmente manchadas de mofo - manchas amarelo-escuras espalhadas pelo tecido. 

Meu coração murchou! Como fazer para tirar as manchas? Lavei-a com alvejante, mas não adiantou; então, peguei sabão de coco e alvejante puro e esfreguei a gola e as partes mofadas, colocando a camisa ao sol. melhorou bastante! Saiu quase tudo. Não creio que ela um dia será a mesma... 😞 mas dá para usar.

Meu marido é assim: do contra. Sempre que ganha um presente do qual realmente gosta, ele quase nunca o usa! Eu sou diferente: se puder sair da loja usando a roupa ou o sapato novo, eu saio. Não guardo nada para usar depois. Sei lá se amanhã estarei viva!




Eu disse a ele que é bem melhor perdermos uma boa roupa porque a usamos muito e ela foi lavada muitas vezes, do que perdê-la sem usar. Quase sempre, há alguma coisa do meu marido na pilha de roupas para lavar, não por estar sujo, mas por estar cheirando a mofo ou manchado de ficar guardado tempo demais. Houve algumas peças que lavei várias vezes sem que ele as tenha usado uma única vez. Moramos em uma cidade fria e úmida, e não é nada fácil manter um armário cheio de roupas sem que elas dêem cheiro... 

Pesquisando, acabei descobrindo algumas dicas úteis para tirar mofo ou cheiro de mofo:

-Água e vinagre de maçã. Passe em sapatos e casacos de couro, e deixe arejar. 

-Dizem que cal e giz escolar envolvidos em saquinhos de pano e colocados em vários locais no armário também ajuda. 

-Há produtos no mercado - caixinhas que absorvem a umidade dos locais onde são colocadas. Já usei, mas sinceramente, apesar de vê-las cheias de líquido alguns dias depois, o mofo não diminuiu em nada. Mas quem quiser tentar...

-Quanto às roupas, podemos colocá-las para arejar, o que até dá um certo alívio no cheiro, mas ele só vai sair realmente depois que você eliminar os esporos de mofo, ou seja: lavando com vinagre branco ou algum produto especial!

A melhor coisa, é não deixar mofar! Tem roupas demais? Faça uma faxina geral no armário, e doe para quem precisa! Mantenha somente as peças que você realmente usa, e deixe as portas abertas de vez em quando, ou ponha as roupas em locais arejados durante algumas horas, se você tiver tempo de fazer isso - eu não tenho, infelizmente.

As coisas são feitas para serem usadas. As energias precisam circular  e se renovar!




terça-feira, 13 de junho de 2017

Na Casa da Gente, na Mente da Gente







A vida da gente deveria ser exatamente como a casa da gente: só entra o que a gente gosta. Mas como precisamos ter os olhos abertos, a vida da gente acaba cheia de coisas que não gostaríamos de ver; e quando percebemos, é tarde: já vimos!

Como lidar com as coisas que entram assim na vida da gente, pela janela? Algumas delas precisamos enxotar. Mas não sem antes dar uma boa olhada, porque se entrou, talvez tenha sido necessário entrar. Já repararam que a gente aprende muito mais através dos acontecimentos ruins do que dos acontecimentos bons? Pois é. 

De repente, escutamos algo - uma indireta, um comentário maldoso, ou então somos vítimas de um olhar atravessado ou de uma indiferença inesperada. Na hora, podemos não dar tanta importância, mas quando estamos sós, começamos a pensar naquilo e a nos indagar: por que? E esses pensamentos tristes ficam ali, contaminando tudo, e nos tornamos mau humorados sem nem sabermos direito o motivo.

Alguém me disse que é muito mais fácil ficar lembrando do que foi ruim, prestando atenção às injúrias que nos fazem, do que se concentrar em coisas boas. Acredito que seja verdade, e que haja um bom motivo para isso: é que ninguém está aqui apenas a passeio. As coisas ruins acontecem para que nós aprendamos através delas a ter mais serenidade. Só se valoriza a paz conhecendo o desespero. Essa felicidade imaculada de Facebook não existe. E se existisse, seria absurdamente chata.





A casa da gente precisa ser limpa de vez em quando. Para isso, precisamos colocar a mão na massa: mover móveis pesados de seus lugares, aspirar, tirar o pó, passar pano úmido... dá trabalho. Da mesma forma, dá trabalho limparmos as nossas vidas do que é ruim e sujo, e só conseguiremos fazer isso se olharmos para a sujeira também. 

Quem limpa a casa de olhos fechados acaba deixando muita sujeira espalhada. É preciso abrir bem os olhos. Pode ser que, ao terminarmos, nós estejamos sujos e suados. Então, vamos tomar um bom banho e descansar. 

De vez em quando, eu olho para  a minha vida (geralmente, quando começo a me sentir incomodada com alguma coisa, ou pesada e entediada) e começo a fazer uma boa limpeza nos meus pensamentos, sentimentos, lembranças, e até mesmo em pessoas cujo único objetivo é me colocar para baixo. Para isso, vale até um ritual:

Escrevo em um papel tudo o que está me incomodando, e penso bastante no porquê de estas coisas estarem me incomodando. Tento entender por que permiti que elas entrassem, e por que elas estão ali até agora. Depois, me imagino tirando essas coisas que me incomodam da minha vida. Acendo uma vela, ou um incenso, mentalizando que elas estão desaparecendo. Finalmente, queimo o papel onde as escrevi.

De vez em quando, eu preciso fazer isso. Logo depois, é como se tivesse tirado um peso enorme dos ombros.





terça-feira, 6 de junho de 2017

NEVERLAND





“Mesmo em casa me sinto sozinho. Às vezes sento no meu quarto e choro. É tão difícil fazer amizades, e há coisas que não se pode falar com seus pais. Às vezes ando pela vizinhança durante a noite, esperando encontrar alguém pra conversar, mas sempre acabo voltando pra casa.” 
― Michael Jackson

Este pensamento de Michael Jackson foi pescado por mim na internet. Procurava sobre algo em que eu pudesse me inspirar para escrever uma postagem. - Pensamentos sobre casas. E deparei com essa confissão tão pungente, tão triste...





Não sei a verdade sobre este grande artista pop - alguns dizem que ele era excêntrico e tinha gostos estranhos, mas eu tenho cá as minhas desconfianças... na verdade, muitas vezes pensamos que sabemos tudo a respeito de alguém, quando não sabemos nem o que se encontra na superfície das pessoas. Basta uma palavra amarga e maldosa dirigida a alguém, em voz alta, acompanhada de um dedo em riste, e teremos milhares de pessoas acreditando no que foi dito, quer seja verdade, quer não. E ninguém pára a fim de pensar no quanto o ato de levantar uma suspeita ou dar um falso testemunho, pode prejudicar, para sempre, a vida de alguém. 

Todos nós nos sentimos sozinhos, às vezes; todos temos dificuldades na vida, e sentimos vontade de voltar para casa e nos esconder do mundo após nossas decepções. E a casa, silenciosa e sem julgamentos, nos acolhe e ampara. Zela pelo nosso sono, protege nossos corpos, abriga nossas dores. A casa pode ser nossa melhor amiga. Ela perdoa nossos erros, e sabe toda a verdade sobre nós. E por pior que essa verdade seja, ela a protege entre suas paredes da curiosidade e do julgamento alheio. 

Acho que só a casa nos conhece realmente, pois ela nos vê como realmente somos: diante do espelho, os ventres relaxados, sem tentar esconder protuberâncias; de manhã, despenteados, com mau-hálito e pijamas antigos e gastos; sentados nos nossos sofás, totalmente relaxados, quem sabe, fazendo coisas que jamais faríamos na presença de alguém, como coçar certos lugares ou mexer nos nossos narizes. Ela nos assiste em silêncio quando estamos sentados no vaso sanitário, livrando-nos de nossos despojos. Ela nos vê chorar de frustração. Ela nos escuta quando dizemos, em voz alta, nossos verdadeiros pensamentos a respeito de certas pessoas que nos cercam e a quem, por circunstâncias especiais ou necessidade de convivência, precisamos tratar bem, ignorando comentários maldosos. 

E foi isso que Michael Jackson descobriu.  Foi por isso que ele transformou sua casa em Neverland - o reino mágico, a Terra do Nunca, onde a vida poderia ser sempre bela e cheia de surpresas agradáveis. O lugar onde ele jamais precisaria crescer. E era para  casa que ele voltava quando as exigências e formalidades do mundo dos adultos o perseguiam. Quando ele não conseguia encontrar uma viva alma que pudesse ser verdadeira e olhar para ele e enxergá-lo, não como o Michael Jackson Rei do Pop, mas como o menino que precisava de alguém com quem conversar, e nunca encontrava.